
Aprender a dirigir, definitivamente não é para qualquer um!
Domingo dia 02 de agosto, eu e minha mãe, fomos ter umas aulas de direção.
Na realidade, só quem foi aprender, no sentido puro da palavra, dói a pessoa que vos fala: Eu... Minha mãe só precisava dar uma re- lembrada ou uns “treinos” como ela mesmo diz, pois esta a 22 anos sem pegar no volante.
A princípio, o meu primo foi dirigindo carro, pois a minha vó não queria de forma alguma andar com a minha mãe, que ainda, segundo ela: não estava preparada. Foi quando, depois que a minha avó voltou da casa de uma tia minha, a minha mãe num momento de coragem ( que da medo em qualquer pessoa) resolve pegar o carro na mão do meu primo, e dirigir!
Eu, Everaldo e minha avó; pedimos proteção a Deus. Então assim que minha mãe ligou o carro, este deu uma “rabiada” e saio “ cantando" pneu.
Meu Deus! Pensava meu amigo em voz alta, o que eu estou fazendo aqui. O meu coração acelerava. Minha avó ficou pálida; meu primo fixou a mão no freio de mão, pois a qualquer sinal perigo, o freio pararia o carro, e nos salvaria! Nossa! nunca imaginei que um freio de mão, uma peçazinha pequeninha, escondidinha, teria tanta importância, e que pode salvar vidas! . Assim, depois desse primeiro contato da minha mãe com o carro e do meu Eu, com o medo de uma possível batida o percurso que se seguiu foi tranqüilo. Até; chegarmos na esquina da rua da minha tia. (Até hoje, não sei pra que colocaram um "quebra -mola" numa esquina, que ainda por cima é curva).
Minha mãe parou o carro, olhou para ver se vinha algum outro em alguns dos lados adjacentes. Constatando a sua primeira impressão, de que a estrada estava livre, ela puxou o carro, colocou o pneu novinho do Fiat Uno 2007 do meu pai para " cantar" na pista. E seguiu.
(Minha mãe é péssima na hora de dar a saída do carro)
Mais uma vez o meu coração disparou, certamente o do meu amigo e o da minha avó também. Para exteriorizar o meu enorme medo, um sorriso saiu do meu rosto, logo seguido de uma gargalhada, que a minha avó, fez questão de coibir, pelo álibi de que, a minha mãe poderia ficar ainda mais nervosa. Meu amigo, nem se manifestava; se tentasse com toda certeza seria imediatamente repreendido pela a minha avó, que continuava nervosa, e não via a hora de sair daquele carro. E o meu primo?! Sempre com a mão fixada no freio de mão. Ave! Freio de mão.
Depois de minha mãe fazer uma baliza "perigosa" entre o carro da policia civil, e de outro cidadão sanfelipense, mais uma vez o trajeto seguiu o seu curso tranqüilo. Deixamos minha avó em casa, e seguimos viajem ... Minha mãe resolveu passar na casa de uma amiga nossa, para demonstrar a sua habilidade com o volante. Chegamos à casa de Socorro, sob nenhuma tensão.
Falei com Juninho, um bebezinho lindo, de uns 5 meses. Socorro, não acreditou quando observou a minha mãe no volante. Em contra partida ficou ainda mais abismada quando avistou a mim e a Everaldo, atrás, servindo de cobaias (rsrsrs). E o mais impressionante é que André, ainda quis juntar-se a nós. (Definitivamente é nas horas difíceis que reconhecemos os nossos amigos)
Mais uma vez nos despedimos de Socorro, e seguimos viajem. Depois de passarmos pela casa de Ziro, e ele seguindo o exemplo de socorro; advertindo-nos que isso era perigoso e que estava preocupado com a nossa integridade física. Minha mãe ligou o carro, colocou sua posse, puxou a chave, engatou a primeira, tirou a pé da embreagem apertou o acelerador, e arrancoooooooooooou com o carro. (Coitado de nós) Constatei que só agora André tinha percebido, em que enrascada ele havia se metido.
Logo após eu peguei o carro, sim, eu também estou aprendendo a dirigir, no entanto não existem muitas partes interessantes, pois meu contato com o volante, foi pouco, pois a minha mãe estava empolgadíssima com a sua performance como motorista! (Rsrsrsrs)
Minha mãe resolve treinar numa ladeira. Ela sempre teve dificuldade de dirigir em ladeiras. E como ela estava ali para aprender... Resolveu fazer uma meia embreagem com o freio de mão, numa ladeira! Subimos a ladeira de uma rua da minha cidade. O carro parou no meio dela.
Sentir-me dentro de um poema de Drummond que diz: " E agora José ?!
Meu primo, mais uma vez salvou a pátria; com o meu querido Freio de mão. (Ah! Freio de mão... como passei a admira-lo) Ao perceber que o carro estava descendo a ladeira, meu primo imediatamente puxou a alavanca do freio e o carro parou. Ufa! Meu coração palpitou aliviado! Acredito que o dos meu amigos também!
Nem um pouco com medo do susto que levou, minha resolve mais uma vez subir aquela " bendita" ladeira. Graças a meu bom Deus, não houve nenhum obstáculo e subimos tranquilamente.
Levamos nossos amigos em casa. Everaldo disse que nunca mais entrava num carro em que mainha estivesse dirigindo. André muito mais corajoso, disse que era só chamar que ele estaria junto. E; ao chegarmos em frente da nossa casa e colocar o carro na garagem; e meu coração finalmente aliviar –se, minha mãe apronta mais uma. Enquanto meu primo, saiu do carro para poder abrir o portão da casa, para ele poder ensinar a ela como colocar o carro na garagem, minha mãe sem pestanejar liga o motor e enfia o carro na garagem! Meu primo fica assusto! Ou surpreso, não sei! Não conseguir identificar que sentimento foi aquele que ele expressou, e diz a seguinte frase: " A sua coragem me da medo prima". Essa frase seguiu por toda a nossa aventura. Nas curvas, nas ladeiras, nos lugares estreitos que minha mãe passava que o nosso coração acelerava.
Enfim, sair do carro; agradeci a Deus por esta bem, sem nenhuma contusão, lesão ou trauma, e também a habilidade do meu primo com o freio de mão. Dei um abraço nele, agradeci e virando para a minha mãe disse: Mãe a senhora foi muito bem, quando sairemos de novo?!
Afinal gente, apesar de meio maluquinha e corajosa demais, mãe é mãe, e estarei junto dela em qualquer situação! Principalmente se houver um Freio de mão! (rsrsrsrsrs) :)