sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Redescobrindo o prazer de Ler!


Ah ... Estou redescobrindo o prazer de uma leitura. Com a era do computador e da internet em que a leitura se transformou em algo virtual e muito pouco utilizado, ou de uma forma bastante resumida.

Quando era mais nova; nos meus onze, doze, treze anos eu era freqüentadora assídua da biblioteca da minha cidade. Ah! Como amava ler, historias de amor ( que torcia para que se repetisse de forma igualzinha na minha vida) de ação, de terror, do modo de vida adolescente, etc.

Entretanto, surgiu ela, a internet. Imediatamente como um vírus, ela penetrou na minha vida, e eu; acabei abandonando os meus livros.

Quando cheguei na faculdade sentir o prejuízo que me causou, procurar trabalhos já prontos da internet com o trabalho de apenas da uma formata e ler superficialmente o assunto. E então nessas

férias (depois de inúmeras tentativas frustradas) resolvi ler o livro Marley e Eu. Noooooossa! Redescobrir o valor da leitura. Este livro tem uma linguagem muito fácil e ao mesmo tempo culta. É uma historia linda em que você vai do riso eufórico ao choro melancólico.

Recomendo a todos essa leitura. O livro Marley e Eu merece o posto que ocupa hoje: 1° lugar de vendas no Brasil e no mundo.

Esse livro me fez lembrar o primeiro livro que me apaixonou... O livro Ensaio de um beijo. Não me recordo do autor, mas lembro que era uma historia de dois adolescentes de personalidades muito diferentes, mas que por uma peça do destino acabam se apaixonando.

Infelizmente, nunca mais tive a oportunidade de lê-lo, mas ainda guardo muita coisa dele na minha mente.

Enfim .. Ler é maravilhoso, e recomendo esse exercício para todos!!!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

dores do crecimento !

Estou triste. Sim é difícil admitir mais estou triste. Mas além da triste segue anexada uma culpa enorme. Culpa de esta triste.

Se alguém tivesse contato com Deus, e este lhe desse o dom de vê acontece na minha vida hoje, com certeza iria dizer: Não, esta menina não tem motivos para estar triste.

Ok, eu também concordo! Por isso que me sinto culpada! Pois eu deveria ser a pessoa mais feliz do mundo. Tenho 17 anos e estou cursando o segundo semestre do curso de Psicologia numa Universidade Federal ( muitos jovens da minha idade estão ai desesperados, tentando ingressar no ensino superou; ou seja, ponto pra mim)Tenho saúde! ( Mais de um milhão de pessoas no mundo não à tem. Mais um ponto) Tenho Pais maravilhosos e compreensíveis (+1) Tenho uma avó que não existem adjetivos para descrevê-la (+1) Moro em Santo Antonio de Jesus, entretanto todos os finais de semanas e feriados estou em casa ( Tenho uma amiga que só vai em casa de 6 em 6 meses) Graças a Deus, na medida do possível, consigo as coisas que quero! (+1) Sou uma católica praticante, tenho uma religião e creio muito em Deus (+++1). Um amigo muito querido, que estava quase que a beira da morte, teve uma recuperação incrível e hoje esta muito bem .. (+1) .. Então porque pessoas como eu ficam tristes ?

Sabe, uma tristeza que vem você não sabe de onde, que você sente por não saber o porquê ... Ou não quer admitir o porquê ( que você conhece muito bem).

Acredito, que essa tristeza é denominada, como dor de crescimento.

Sim! Pessoas como eu, que sempre estiveram juntos de seus pais, cercada de todos os cuidados e carinhos, de repente se vêm separadas de tudo isso.

Passam a morarem sozinhas ... ou com outras pessoas, muitas vezes desconhecidas. Adquirem responsabilidades, preocupações. E o pior, acabam se descobrindo.

Sim ... sim ... nada melhor(ou pior) do que se auto conhecer. Isso acontece principalmente quando você começa a adquirir responsabilidades, preocupações e independência. É ai que você começa a perceber que o defeito que você via nas outras pessoas na realidade, estavam dentro de você. Você perceber-se fraco, ou se surpreende ao ver o quanto pode ser forte! Você passa a controlar seus sentimentos e a conhece - los também. Você percebe que a vida não é tão cor de rosa, como imagina. Vê que ela é mais preta e branca, e acaba (aos poucos) gostando dela mesmo assim.

Percebe que não existe só um jeito de falar, vestir-se e comporta-se.

Aprende que nem sempre o que é bom pra você, é bom para o outro. Da mesma forma que o que é ruim para você, pode não ser tão ruim para o outro. Cresce com cada dificuldade. Aprende a levantar cada vez mais forte depois de uma queda. E as vezes, em algumas situações, aprende a não cair mais.

Vê que a felicidade estar em pequeninas coisas que você nem percebia. Com o carinho do seu amigo, ou um passeio de carro, pelos lugares menos interessantes da cidade, com sua família reunida.

Crescer é um grande espetáculo, e cada um de nós somos os autores, diretores e os atores principais desse espetáculo. A vida é o nosso grande cenário. O tempo ... nosso maior professor. Deus é o dono do teatro, que esta ali para ajudar nas horas em que erramos um ato ou uma fala.

Crescer... é uma prova muito difícil ..

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ave! Freio de mão!


Aprender a dirigir, definitivamente não é para qualquer um!

Domingo dia 02 de agosto, eu e minha mãe, fomos ter umas aulas de direção.

Na realidade, só quem foi aprender, no sentido puro da palavra, dói a pessoa que vos fala: Eu... Minha mãe só precisava dar uma re- lembrada ou uns “treinos” como ela mesmo diz, pois esta a 22 anos sem pegar no volante.

A princípio, o meu primo foi dirigindo carro, pois a minha vó não queria de forma alguma andar com a minha mãe, que ainda, segundo ela: não estava preparada. Foi quando, depois que a minha avó voltou da casa de uma tia minha, a minha mãe num momento de coragem ( que da medo em qualquer pessoa) resolve pegar o carro na mão do meu primo, e dirigir!

Eu, Everaldo e minha avó; pedimos proteção a Deus. Então assim que minha mãe ligou o carro, este deu uma “rabiada” e saio “ cantando" pneu.

Meu Deus! Pensava meu amigo em voz alta, o que eu estou fazendo aqui. O meu coração acelerava. Minha avó ficou pálida; meu primo fixou a mão no freio de mão, pois a qualquer sinal perigo, o freio pararia o carro, e nos salvaria! Nossa! nunca imaginei que um freio de mão, uma peçazinha pequeninha, escondidinha, teria tanta importância, e que pode salvar vidas! . Assim, depois desse primeiro contato da minha mãe com o carro e do meu Eu, com o medo de uma possível batida o percurso que se seguiu foi tranqüilo. Até; chegarmos na esquina da rua da minha tia. (Até hoje, não sei pra que colocaram um "quebra -mola" numa esquina, que ainda por cima é curva).

Minha mãe parou o carro, olhou para ver se vinha algum outro em alguns dos lados adjacentes. Constatando a sua primeira impressão, de que a estrada estava livre, ela puxou o carro, colocou o pneu novinho do Fiat Uno 2007 do meu pai para " cantar" na pista. E seguiu.

(Minha mãe é péssima na hora de dar a saída do carro)

Mais uma vez o meu coração disparou, certamente o do meu amigo e o da minha avó também. Para exteriorizar o meu enorme medo, um sorriso saiu do meu rosto, logo seguido de uma gargalhada, que a minha avó, fez questão de coibir, pelo álibi de que, a minha mãe poderia ficar ainda mais nervosa. Meu amigo, nem se manifestava; se tentasse com toda certeza seria imediatamente repreendido pela a minha avó, que continuava nervosa, e não via a hora de sair daquele carro. E o meu primo?! Sempre com a mão fixada no freio de mão. Ave! Freio de mão.

Depois de minha mãe fazer uma baliza "perigosa" entre o carro da policia civil, e de outro cidadão sanfelipense, mais uma vez o trajeto seguiu o seu curso tranqüilo. Deixamos minha avó em casa, e seguimos viajem ... Minha mãe resolveu passar na casa de uma amiga nossa, para demonstrar a sua habilidade com o volante. Chegamos à casa de Socorro, sob nenhuma tensão.

Falei com Juninho, um bebezinho lindo, de uns 5 meses. Socorro, não acreditou quando observou a minha mãe no volante. Em contra partida ficou ainda mais abismada quando avistou a mim e a Everaldo, atrás, servindo de cobaias (rsrsrs). E o mais impressionante é que André, ainda quis juntar-se a nós. (Definitivamente é nas horas difíceis que reconhecemos os nossos amigos)

Mais uma vez nos despedimos de Socorro, e seguimos viajem. Depois de passarmos pela casa de Ziro, e ele seguindo o exemplo de socorro; advertindo-nos que isso era perigoso e que estava preocupado com a nossa integridade física. Minha mãe ligou o carro, colocou sua posse, puxou a chave, engatou a primeira, tirou a pé da embreagem apertou o acelerador, e arrancoooooooooooou com o carro. (Coitado de nós) Constatei que só agora André tinha percebido, em que enrascada ele havia se metido.

Logo após eu peguei o carro, sim, eu também estou aprendendo a dirigir, no entanto não existem muitas partes interessantes, pois meu contato com o volante, foi pouco, pois a minha mãe estava empolgadíssima com a sua performance como motorista! (Rsrsrsrs)

Minha mãe resolve treinar numa ladeira. Ela sempre teve dificuldade de dirigir em ladeiras. E como ela estava ali para aprender... Resolveu fazer uma meia embreagem com o freio de mão, numa ladeira! Subimos a ladeira de uma rua da minha cidade. O carro parou no meio dela.

Sentir-me dentro de um poema de Drummond que diz: " E agora José ?!

Meu primo, mais uma vez salvou a pátria; com o meu querido Freio de mão. (Ah! Freio de mão... como passei a admira-lo) Ao perceber que o carro estava descendo a ladeira, meu primo imediatamente puxou a alavanca do freio e o carro parou. Ufa! Meu coração palpitou aliviado! Acredito que o dos meu amigos também!

Nem um pouco com medo do susto que levou, minha resolve mais uma vez subir aquela " bendita" ladeira. Graças a meu bom Deus, não houve nenhum obstáculo e subimos tranquilamente.

Levamos nossos amigos em casa. Everaldo disse que nunca mais entrava num carro em que mainha estivesse dirigindo. André muito mais corajoso, disse que era só chamar que ele estaria junto. E; ao chegarmos em frente da nossa casa e colocar o carro na garagem; e meu coração finalmente aliviar –se, minha mãe apronta mais uma. Enquanto meu primo, saiu do carro para poder abrir o portão da casa, para ele poder ensinar a ela como colocar o carro na garagem, minha mãe sem pestanejar liga o motor e enfia o carro na garagem! Meu primo fica assusto! Ou surpreso, não sei! Não conseguir identificar que sentimento foi aquele que ele expressou, e diz a seguinte frase: " A sua coragem me da medo prima". Essa frase seguiu por toda a nossa aventura. Nas curvas, nas ladeiras, nos lugares estreitos que minha mãe passava que o nosso coração acelerava.

Enfim, sair do carro; agradeci a Deus por esta bem, sem nenhuma contusão, lesão ou trauma, e também a habilidade do meu primo com o freio de mão. Dei um abraço nele, agradeci e virando para a minha mãe disse: Mãe a senhora foi muito bem, quando sairemos de novo?!

Afinal gente, apesar de meio maluquinha e corajosa demais, mãe é mãe, e estarei junto dela em qualquer situação! Principalmente se houver um Freio de mão! (rsrsrsrsrs) :)